Vereador Carlo Caiado entrou com requerimento para saber detalhes sobre a obra da estrada dos Bandeirantes

Vereador Carlo Caiado entrou com requerimento para saber detalhes sobre a obra da estrada dos Bandeirantes

O vereador Carlo Caiado entrou com requerimento na mesa da Câmara para saber detalhes sobre as obras da estrada dos Bandeirantes, sobre a saída da CAMTER e a entrada da Andrade Gutierrez – veja abaixo:

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Padre Francisco, três anos abençoados à frente da paróquia São Sebastião em Vargem Grande

Sem Comentários »Publicado em 6 de abril de 2012 by admin
Categorias: NOTÍCIAS

Padre Francisco, três anos abençoados à frente da paróquia São Sebastião em Vargem Grande

Os mais desligados dirão: “Nossa... parece que foi ontem !”
Outros: “Ah. Eu não acredito!”
Realmente parece que foi ontem e quem conviveu com ele nesses três anos, sabe quanta trabalheira.
Foram três anos em que ele acabou com conceitos, pré-concebidos, mitos, ditados antigos e imprimiu uma coisa que é fundamental em qualquer empreitada, em casa ou na igreja: TRABALHO.
Ele com certeza veio com uma missão e pré-determinada para isso e sabia que não podia errar na dose, afinal veio para a paróquia num momento conturbado da mesma em que tudo dava choque, período de desconfianças, falta de amor, um verdadeiro mercado cheio de “vendilhões” onde ninguém se entendia e ele veio para se fazer entender. Jovem obstinado sabendo onde queria chegar, mas custou a se fazer entender e foram alguns meses difíceis, pois aceitar o novo, novas ideias é, foi, e sempre será difícil. Eu com meus 40 anos de igreja, com mais de 15 padres que chegaram e saíram, nunca tinha visto o índice de “rejeição” tão alta. Uma rejeição gratuita.
Passado esse período, talvez uns seis meses, já com o “peão” na unha, começou a se fazer entender e a missão para que veio, começou finalmente a navegar em águas mais calmas e claras, e com a paróquia “pacificada”.
Começou aparecer à única coisa que enobrece o homem; o TRABALHO, pois era preciso muito trabalho, mostrar para o que veio, colocar a todos para trabalhar.
O povo, e o povo é desconfiado, passou a acreditar naquele padre jovem e descobriu que podia caminhar a seu lado, pois o terreno era seguro.
Sim esses três anos passaram muito rápido, mas não foi pelo “lapso” de tempo, mas sim pela quantidade de obras que foram realizadas. Obras físicas e religiosas. Descobrimos um novo prazer de ir à missa, de estar na igreja, e se no início achávamos que nos exigia muito, descobrimos como foi bom, afinal ele nos exigia, mas não para ele e sim para o PAI. Manteve sempre as portas abertas para todos e quem acreditou voltou.
As obras não pararam ganhamos uma belíssima igreja, muito confortável,
Mas as obras continuam, pois sempre haverá coisa pra fazer enquanto as pessoas gostarem de trabalhar. A obra religiosa cresceu, evoluiu, pois além de trabalhador, é um grande pastor e um grande evangelizador com o dom da palavra, com uma homilia incrível que mexe com a gente e até nos tira o sono.
Mas nestes três anos só queremos mesmo agradecer, pois para mim e para muitos ficou demonstrado que ser católico não é apenas ir à missa domingo, a vida diária da igreja nos mostra isso. Ser católico vai muito mais além.
Esperamos que ele continue com essa força e com mais paciência para cuidar desse rebanho.
Texto e fotos: Delfim Aguiar.

Crucifixo cassado e caçado: que símbolo mesmo está indo para a lata do lixo?

2 comentáriosPublicado em 13 de março de 2012 by admin
Categorias: JUSTIÇA, NOTÍCIAS, POLÍTICA, RELIGIÃO, Variedades

Crucifixo cassado e caçado: que símbolo mesmo está indo para a lata do lixo?

Leiam um artigo do notável do jurista gaúcho Paulo Brossard, ex-ministro do STF, sobre a retirada dos crucifixos dos tribunais do Rio Grande do Sul. Foi publicado na edição desta segunda do Zero Hora.

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Prefeitura reúne-se em Vargem Pequena para discutir os rumos da Estrada dos Bandeirantes

Prefeitura reúne-se em Vargem Pequena para discutir os rumos da Estrada dos Bandeirantes

Nós que trabalhamos com a noticia somos otimistas por natureza e sabemos que o rumo é terminar a obra, pois quem perdeu o “rumo” foi à empresa anterior.
Esquecendo o passado vamos passar para o presente e no último dia 10/03 o secretário Luiz Antônio Guaraná, acompanhado do Subprefeito da Barra, Tiago Mohamed , compareceram a Vargem Pequena em frente ao Vargem Shopping, para passar a população que compareceu (todos foram convidados), como a coisa vai funcionar daqui em diante com a saída da CAMTER, e a entrada do Consórcio Andrade Gutierrez/Delta e tranquilizar a população, pois a CAMTER falhou pelo menos na região, e segundo ele a intenção da prefeitura é de terminar a obra pelo menos até a Estrada do rio Morto até o final de maio e pediu desculpas, pois imprevistos acontecem, mas que a prefeitura agiu rápido substituindo a CAMTER.
Já os representantes do Consórcio informaram que vão imprimir velocidade as obras e recuperar o tempo perdido, mas manter a qualidade do serviço.

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Escola Frei Gaspar na divisa de Vargem Pequena – Vargem Grande e Recreio muitos problemas, mas é preciso serenidade

Escola Municipal Frei Gaspar enfrenta problemas.

Escola Frei Gaspar na divisa de Vargem Pequena – Vargem Grande e Recreio muitos problemas, mas é preciso serenidade.
Embora a escola esteja localizada “territorialmente” no Recreio, bem na divisa com Vargem Pequena uma vez que quem separa Vargem Pequena de Vargem Grande é o Rio Morto, a clientela básica de lá é formada por alunos de Vargem Grande, Vargem Pequena e alguns do Recreio e a comunidade escolar é formada talvez pó 1.200 alunos.
Uma escola belíssima e de uma grande importância para a região e se realmente chegar a conclusão que existem problemas colocando em risco a saúde das pessoas, tem que ser interditada, afinal a integridade física tem que estar sempre em primeiro lugar. Por estarmos em reunião em outro lugar não assistimos ao que aconteceu, apenas notas e opiniões tiradas do “Face” de Berg Pedras que esteve no local e diz: “Os pais se revoltaram e fecharam a estrada do Rio Morto.” Segundo Berg a escola não pode resolver essa situação, sem avaliação da Defesa Civil.A Policia Militar prestou ótimo serviço preservando a integridade moral e física da direção da escola, professores e moradores da região a conter os mais exaltados.
Consultando o “Face” da prefeitura o Subprefeito informa que a escola estaria liberada pela Defesa Civil.
As pessoas precisam entender o que é uma escola de 1.200 alunos fechada na hora em que começam as aulas.
Outra coisa é que abrir com certeza será com toda a segurança porque os pais ficariam muito preocupados lógico.
Mas com certeza com toda a serenidade que é própria do povo das Vargens as soluções serão apresentadas, e ninguém ficará sem estudar, opções serão criadas pela prefeitura e não cabe as mães dos alunos irem de porta em porta tentando soluções. A solução virá da prefeitura e cabe sim nós, população cobrarmos essas soluções, mas de maneira ordeira para que não percamos a razão, pois o corpo docente da escola sofreu violências desnecessárias, com carros amassados, isso foi passado por pessoas que lá estiveram horas depois. Que venha uma solução, mas não solução com oba, oba, confusões ameaças, tirar o direito de ir vir. Aí não. Aí se perde a razão e pedimos isso em nome de nossas crianças. O que não pode é um pai de aluno ou sei lá quem seja, ligar para o Corpo de Bombeiros dizendo que a escola caiu e que morreram não sei quantos .Isso é terrorismo. Falamos agora com o Subprefeito Tiago Mohamed e informou que uma vistoria será feita 5ª. feira dia 8 às 08 da manhã, com Defesa Civil, Bombeiros, Riourbe para resolver de vez o problema.Calma gente.
Na reunião realizada hoje com as autoridades que demonstraram que não existe nenhum perigo ficou decidido que as aulas recomeçam amanhã dia 9/3.

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Prefeitura libera dois milhões em caráter de urgência para dragagem de Rios em Vargem Grande

Confluência dos rios Morto e Paineiras, afluentes do Canal de Sernambetiba

Prefeitura libera dois milhões em caráter de urgência para dragagem de rios em Vargem Grande
Depois do que aconteceu domingo onde uma chuva de apenas uma hora inundou Vargem Grande, transbordou o rio Morto, tirando o direito de ir e vir, e no Largo de Vargem Grande um grande “piscinão”, não restava mais nada ao prefeito Eduardo Paes do que liberar esses dois milhões para dragar o rio Morto, Canal de Sernambetiba e rio Bonito, rio Paineiras ou Vargem Grande como queiram.
Mas antes de continuar com a dragagem, cabe lembrar que o largo de Vargem Grande vai continuar alagando, pois como a Pacui não tem rede de águas pluviais toda a água que desce, e é muita, e com a obra do largo agora concentra-se na praça e na igreja. Conclusão os carros que estavam em frente a igreja pegaram água até á metade. É preciso uma solução para a estrada do Pacui, que está feia, largada e abandonada. É preciso também que se coloque o busto do Dr. Zequinha Baltar e placas da prefeitura com o nome – Praça Dr. Jose Baltar. Justa homenagem, pois ela foi criada por lei há mais de 15 anos.

Canal de Sernambetiba,um rio de 60 metros de largura, confinado a um filete de água


Voltando ao rio Morto ou Canal de Sernambetiba, pois todo o mundo confunde: o rio Morto só é rio Morto até se encontrar com as Paineiras a 600m da Bandeirante, aí sim é o Canal de Sernambetiba até ao mar.

Muito lixo no Canal de Sernambetiba


A minha preocupação não é com a dragagem do rio, que em 40 anos de Vargens já assisti isso muitas vezes e nunca teve solução, e muitas vezes assisti a dragagem, comandei, enfim e ninguém fica satisfeito.
As pessoas acham que dragar é afundar o rio. Dragar é limpar, tirar o excesso, a sujeira que vem das encostas e a sujeira jogada pela população. Se você afundar na dragagem, você traz o mar até a Bandeirantes.
O que tem que fazer com urgência, e será uma solução é construir o quebra mar na boca do canal, ou o “enroncamento” com 500 metros mar adentro em curva para segurar as ressacas no local que fecham a boca do canal.
Essa é uma solução viável, que não é cara, mas é preciso também fazer obras na estrada do rio Morto ou Alceu de Carvalho, levantando o piso em vários pontos, alargar a pista com calçada e ciclovia e colocar protetores para as pessoas não mergulharem no rio ou no canal. Aí é show!. Texto: Delfim Aguiar

Finalmente as obras da Estrada dos Bandeirantes estão recomeçando (01/03/2012) Uma luz no fim do túnel ou o fim da poeira. Você escolhe

Alvir Rosa - Administrador Regional,com representante da Andrade e Gerônimo da Secretaria de Obras

Finalmente as obras da Estrada dos Bandeirantes estão recomeçando (01/03/2012) Uma luz no fim do túnel ou o fim da poeira. Você escolhe.

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Saiu a CAMTER, entrou a Andrade Gutierrez Alargamento da Estrada dos Bandeirantes uma tragédia anunciada – O “mico” da história.

Saiu a CAMTER, entrou a Andrade Gutierrez
Alargamento da Estrada dos Bandeirantes uma tragédia anunciada – O “mico” da história.

Na verdade essa tragédia para mim começou a ser desenhada no dia da solenidade do início das obras no Largo de Vagem Grande, com a presença da CAMTER e alguém perguntou: vocês vão dar conta dessa obra? Nós temos experiência lá em Belo Horizonte, mas não me convenceram, afinal fazer uma obra de 16 km, que é o trecho da Bandeirantes, com terreno difícil não é para qualquer empresa e acompanhamos a obra do início até ao vexame final.
Dito e feito os problemas começaram no primeiro dia da obra e em quase um ano e meio, e quando obra já deveria estar praticamente pronta (a promessa era terminar 31 de maio) foram embora e deixaram essa bomba que não vai explodir. Já explodiu.
Mas o que deu errado? Quem era a CAMTER?
Pra começar não é apenas a minha opinião, e de muitas pessoas que entendem. Se não conheciam onde estavam pisando porque a primeira atitude foi quebrar a estrada toda e ao mesmo tempo, nos impediram de andar num percurso de 16 km entre a Grota Funda e o Rio Centro onde fomos vítimas de “engarrafamentos” criminosos debaixo de sol escaldante. "Esburacaram" tudo ao mesmo tempo para que? Nunca conseguiram controlar o trânsito.
Por que então não dividiram em duas etapas? Uma do Rio Centro a Benvindo de Novais e depois de concluída, Benvindo, Largo de Vargem Grande, e se deixaria a parte que tem menos movimento que é do Largo de Vargem Grande a Grota Funda, por último mas sem destruir as pistas pois precisamos delas – que maldade.
Colocaram 2 quilômetros de asfalto em um ano e meio, e destruíram 16 km de asfalto antigo mas que funcionava.
Por conhecer a fundo a região e a estrada dos Bandeirantes como a palma da minha mão, cansei de fazer visitas, perguntar e mesmo informar... cuidado.
Não existia fiscalização, os operários diziam que não tinham plantas de nada, que não sabiam o que corria debaixo da Bandeirantes e por isso faziam tantos buracos depois fechavam e em seguida abriam.
Ficaram um ano no trecho de 600 metros entre a Comunidade Cesar Maia e um ano no trecho central de Vargem Grande e a obra estava planejada para dois anos.
Na verdade se perderam, eu os via desesperados, era muita gente no início uns dando cabeçadas nos outros e um ano e meio depois, o que restou pronto precisando ainda de muitos acertos, foram os dois trechos acima.
Já na metade de janeiro a obra começou a ser abandonada com centenas de empregados demitidos, mas tinham deixado uma máquina para acertar a pista e um caminhão para molhar para abaixar a poeira, o que parou de acontecer no início de fevereiro, pois o caminhão pipa despareceu. Existiam 8 novas pontes nesse trecho onde foram parar?
Agora estamos sem estrada, restou poeira, buracos, doenças respiratórias, carros quebrados, pistas que viraram armadilhas, dificuldade de ir e vir, além dos prejuízos gigantescos do comércio. Que verão! 40° graus e muita poeira!
Dizem que o alargamento da Bandeirante demorou 20 anos para acontecer, mas muita gente diz que era melhor a Bandeirantes como estava, mais segura, sem poeira, sem engarrafamentos. O “mico” foi muito grande.
Agora é substituir a CAMTER, colocar uma empresa de peso e que se termine essa obra que foi mal concebida e acabou causando tantos transtornos e prejuízos financeiros. Quem vai pagar os prejuízos?
E olha que essa estrada dos Bandeirantes que destruíram, é a mesma que foi feita em 1732, com tantas dificuldades por Frei Gaspar, Madre de Deus e outros. Este artigo era para ter saído no jornal passado e não saiu por falta de espaço e por não termos noticias sobre quem entraria no lugar da CAMTER.
Agora sabemos que é a Andrade Gutierrz que está assumindo a obra, e é a mesma empresa que está fazendo a Transcarioca ligando o Galeão ao Terminal Alvorada.Existe uma expectativa de que a Estrada dos Bandeirantes seja concluída em seis meses.
Texto Delfim Aguiar.

Grande Festa de São Sebastião nas Vargens. Bom demais da conta…

Grande Festa de São Sebastião nas Vargens
Bom demais da conta...

A festa de São Sebastião já demonstrou de maneira inequívoca o que será ou como será o ano de 2012 quando das comemorações do Jubileu de Prata da Paróquia São Sebastião - Vargem Grande (Vargens).
Mas percebemos também que a turma do “vamos ver” está sobrando em disposição, amor, preparação física (tem que ter muita) e apoiando de maneira clara e objetiva o Pe. Francisco que realiza uma obra fantástica e assim fica fácil “ombrear” com ele.
Mas o mês de janeiro começou forte com a festa maior da região que é sem dúvida a festa de São Sebastião.
As comemorações começaram dia 11 com início do Novenário a São Sebastião e culminou com a procissão saindo da Capela de Mont Serrat, com missa na paróquia e em seguida uma grande festa com muito forró, muita comida, muita alegria. Isso foi só o início, pois vem muita coisa por aí.
Mas já no dia 15 de janeiro tivemos a presença de Dom Orani Tempesta Arcebispo da Cidade de São Sebastião, em comboio, trazendo a imagem peregrina de São Sebastião e celebrando missa em seguida, estando presente ainda o Bispo Auxiliar Dom Edson.
Tivemos ainda a presença do Pe. Tiago Faria, José Lino, Cláudio dos Santos, Rafael Jose, Monsenhor Jam Kaleta e Pe. André Vilar, além da presença importante dos padres Felipe e Rodrigo do Rio Grande do Sul.
A missa dos enfermos do dia 20 as 9:30 da manhã foi presidida pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro Dom Paulo César, e ainda no dia 20 as 15 horas como já vem acontecendo tivemos a Hora da Graça,a primeira de 2012, um momento de muita emoção, mais atrações seria impossível. A Hora da Graça não acontecerá em fevereiro, devido ao carnaval.
Mas o momento mais incrível foi a demonstração de força e fé com a procissão, que chegou a ter um quilometro de extensão, foi muita gente, apesar do calor, percorrendo uma distância de 4 quilômetros.
E o ponto culminante, claro a missa na paróquia super lotada com aproximadamente mil pessoas em seu interior onde ninguém podia se mexer, e claro que a missa foi pura emoção, mas centenas de pessoas ficaram do lado de fora.
Sem dúvida 10 dias que podem ser anotados nos registro da igreja, apesar da chuva, mas afinal São Sebastião é o nosso padroeiro.
Agora dia 11/02 mais uma grande festa – Comemoração dos 25 anos da Paróquia. Venha participar. Texto –Delfim Aguiar –Fotos Cristina Guimarães.

FECHAMENTO DE VARANDAS

FECHAMENTO DE VARANDAS

Encontro no Recanto das Vargens a oportunidade de tecer alguns comentários sobre o fechamento das varandas.
Na gestão do Prefeito Marcos Tamoyo o Decreto 322 de 03/03/1976 aprovou o Regulamento de Zoneamento do Município do Rio de Janeiro. De lá para cá diversas alterações foram efetuadas na legislação edilícia.
Nos projetos de edificação submetidos à aprovação da Gerência de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Municipal de Urbanismo as áreas das varandas não são calculadas no ATE (Área Total da Edificação), muito embora sejam computadas no cálculo da área da edificação para fins de IPTU que considera o perímetro ocupado pelo imóvel conforme estipula o Decreto 14.397 de 01/11/1995 em seu artigo 20 conforme transcrevemos:
Art. 20 - A área é obtida através dos contornos externos das paredes ou pilares computando-se também a superfície:
I - das sacadas;
II - das varandas cobertas ou descobertas;
III - os terraços cobertos ou descobertos em níveis diferentes ao do solo, com acesso permanente;
IV - dos jiraus e mezaninos;
V - do sótão e porão desde que constituam compartimentos habitáveis;
VI - das garagens;
VII - das vagas de garagem cobertas com estruturas permanentes;
VIII - das quadras de esporte que não se caracterizem como terreno original;
IX - das áreas edificadas destinadas ao lazer, cobertas ou descobertas, inclusive piscinas;
X - das áreas abrigadas sob estruturas em balanço que não constituam beirais, desde que tenham destinação útil permanente;
XI - dos telheiros
Algumas leis e decretos visando regularização de acréscimos denominados vulgarmente de puxadinhos sob a denominação de mais-valia e até de mais-valerá foram criados, dentre eles a Lei 4.175 de 26/09/2005 de autoria do Vereador Guaraná, a Lei Complementar nº 104, de 27/11/2009 (Projeto de Estruturação Urbana - PEU das Vargens) e o Projeto de Lei Complementar do vereador João Cabral que veio redundar na Lei Complementar 99 de 23/09/2009 com o Decreto 31.167 de 28/09/2009 que regulamenta a aplicação do Art. 3º desta Lei Complementar.
Importante frisar que por ocasião da Audiência Pública promovida na Prefeitura para debater sobre o fechamento das varandas praticamente todos os presentes se opuseram à manobra estritamente financeira de arrecadar contrapartida pelas irregularidades edilícias existentes na região. Questões urbanísticas levantadas, na ocasião da audiência, não foram levadas em conta pelo edil.
Em decisão da MM. Juiza da 7ª Vara da Fazenda Pública – processo nº 0038898-31.2010.8.19.0001 – onde o Município é réu, com relação ao tema onde um morador deseja manter os vidros retráteis consta decisão interlocutória de 26/01/2010:
Descrição: Entendo que o vetusto decreto municipal (nº322 de 1976) não foi recepcionado pela CR/88 porque vem de encontro à norma constitucional que assegura o direito de propriedade. Isso porque o referido decreto extrapola seus reduzidos limites, os quais devem se ater somente à proteção de alterações na fachada, o que a colocação de vidros retratáveis (como nas fotos) não fere. Assim, defiro a tutela. Intime-se Cite-se
Ultimamente tramitava na Câmara a aprovação do Projeto de Lei Complementar 10A/2005 de autoria do vereador Carlo Caiado que regularizava o fechamento de varandas, sem ônus para os seus proprietários, mediante a utilização de material retrátil (material transparente articulado que se retrai ou pode se retrair). O projeto visa modificar o disposto no § 9º do art. 114, do Decreto 322, de 03/03/1976, que aprovou o Regulamento de Zoneamento do Município do Rio de Janeiro, bem como o item 2.1.4.1, alínea "e" do Anexo II do Decreto n° 10.426 de 06/09/1991, que expressamente proíbe o fechamento das varandas no Município do Rio de Janeiro.
Pelo projeto o fechamento das varandas não oneraria os proprietários desde que respeitassem o projeto original aprovado, ou seja, as varandas deveriam permanecer como varandas sem anexá-las à sala do apartamento.
Por iniciativa da Câmara Comunitária da Barra, em novembro de 2011, foram realizadas dois encontros, em sua sede, para debater o assunto, uma vez que os moradores da região são contrários ao pagamento da mais-valia (contrapartida).
Na primeira reunião com o vereador Guaraná, na qual não estive presente (motivo de luto) tomei conhecimento que o vereador, atual Secretário do Prefeito Eduardo Paes, prometera que iria providenciar a suspensão da cobrança de multas até que se encontrasse uma solução que atendesse os anseios dos moradores.
Na outra reunião realizada com a presença do vereador Jorge Felippe, atual Presidente da Câmara dos Vereadores, este reconheceu o erro da legislação e se prontificava a obter junto a totalidade de seus pares (51 vereadores) a alteração da legislação para aprovar o PLC 10/2005 de autoria do vereador Carlo Caiado, que também presente, abria mão da autoria do projeto para ser da totalidade do Legislativo municipal. Nesta reunião, Jorge Felippe garantiu que o PLC seria votado até o dia 15 de dezembro, e que "a proposta conta com o apoio da maioria absoluta dos vereadores da Casa (sic). Na reunião foi programada uma Audiência Pública na Câmara dos Vereadores que se realizou no primeiro dia de dezembro, quando, contrariando todas as expectativas, na presença de diversos moradores, o Presidente da Câmara voltou atrás dizendo que era necessário consultar os técnicos da Prefeitura.
Na semana seguinte, em nova reunião na Câmara com os técnicos da Prefeitura, estes se diziam contrários ao projeto agora por questões estéticas que alterariam as fachadas.
Como o Prefeito detém a maioria na Câmara dos Vereadores o PLC 10A/2005 não foi aprovado e tudo voltou à estaca zero.
Por tratar-se de assunto interna corporis cumpre observar que considerar o fechamento das varandas como alteração de fachada é assunto para ser discutido pela Assembléia Geral do Condomínio, que mesmo diante da aprovação da lei permitindo o fechamento de varanda é que decidirá, em último caso a permissão ou não para o fechamento.
Em outubro deste ano teremos novas eleições. A escolha dos vereadores depende de cada um de nós.
Quem viver, verá !!!!!
Luiz Kutwak - morador do Recreio dos Bandeirantes
Engenheiro Civil, Advogado e Perito Judicial